quinta-feira, 9 de julho de 2015

Saudades da estância

Estamos nessa campanha que nos acompanha cá longe no sul
Saudando a natureza e a beleza desse céu azul
E as crianças trazem alegria e algum dia vão recordar
Que na estância passaram a infância sempre ligeiras a galopar

E a priminha já está gordinha, um bom petisco foi lambiscar
Pois na cidade oh! que maldade só se tem tempo de trabalhar
E os churrascos apetitosos para os gulosos saborear
E a canjica e a mexerica e a sobremesa vão nos engordar

E a  Verinha,  a sinhazinha, quer ocupar o seu coração
Alguém batendo ela sai correndo mas não é ele :é um peão
Só o minuano é que não perdoa nos atordoa com seu uivar
E a gauchada fica amuada mas assim mesmo vive a cantar

The '' United States'' com seus enfeites quase roubaram nosso patrão
Mas a saudade trouxe a vontade de retornar ao seu rincão
As cozinheiras e as copeiras também merecem nossa gratidão
A Vicentina e a Jovelina são para nós de estimação

Oh! que beleza esse mutirão que veio ao rincão para festejar
Os aniversários embora os salários da gauchada estejam a minguar
Estou presente nessa mensagem que por mensagem vai ao rincão
Pra festejar a tia amada preciosa joia sem comparação

Eu sou a filha por adoção e  tenho saudade desse rincão
Das churrascadas, das invernadas e desses tios de estimação
Essa lembranças levo na memória - é minha história e assimilei - 
E faz parte dessa saudade que me fortalece e que jamais sonhei

E o gauchão, meu tio amado,é amoroso,é o patrão
Tia Bebê veio de encomenda, é linda prenda desse rincão
Esses são rabiscos que fiz no diário para a família festejar
E essa estância que me acolheu não migrará de meu pensar

Katia Chiappini 

Estragos

ESTRAGOS‬ 

Se o estrago ao contrário se arruma
Sair seria estar dentro ?
Entrar seria estar fora ?

Enquanto chaveio e abro a porta
Encontro-me como sou encontrado


Juliano Dornelles
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segunda-feira, 6 de julho de 2015

A face da cidade


A FACE DA CIDADE 

A face real de uma cidade
Vai além do cal e cimento
Fica guardada na saudade
Nunca no esquecimento

A face da cidade é a da gente
De personalidade promissora
E de muitos de outra vertente
De raças batalhadoras

O perfil da cidade muda
O progresso vem à caminho
É sempre um ''Deus nos acuda''
Quando a miséria faz seu ninho

Distantes estão os passos de valsa
E a conversa de verão nas calçadas
Crianças correndo descalças
Fugindo das broncas e chineladas

A identidade de uma cidade
Está na alma como referência
Dos tempos idos ficou a saudade
Dos novos tempos: reticências...


Katia Chiappini

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terça-feira, 30 de junho de 2015

Guerreiros


GUERREIROS 

Daqueles que, 
Em mim, acreditam
Salvo os quais hesitam
Continuando ao meu lado
Guerreiros, ressuscitam


Juliano Dornelles
Site pessoal www.pazdornelles.com

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Espelhos D'água



ESPELHOS D'ÁGUA .'.

Bocejas quando vê um bocejo
Sorri quando vê um sorriso

Espelha-te no bem e no mal
Voluntária ou involuntariamente

Contudo; 
Lembra-te . . .
São teus olhos


Juliano Dornelles


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sábado, 20 de junho de 2015

Retribuições

‪‎

RETRIBUIÇÕES‬ 

Aquele centavo 
Que deixaste na esquina

Quem realmente 
Fez chegar até mim
Foi o jornaleiro

E hoje que posso retribuir-te um sim
Retribuo ao mundo inteiro

A cada um, o que é de cada um
A cada qual, o que é de cada qual
A nós, o que é pra ser nosso . . .



Juliano Dornelles 


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A menina de tranças

Katia Chiappini

A menina de tranças

Era uma menina de trança
Que fazia sua andança
Espiava a vizinhança
Gostava de ser criança

A menina, aquela, de trança
Que na memória se lança
É razão de minha lembrança
É o melhor de minha infância

Hoje não é mais criança
Fala com voz morna e mansa
Se esmera na aula de dança
E seduz se no andar balança 

Aquela menina quer festança
Tudo percebe e alcança
É moça mas hoje faz trança
Pra ver se alguém a destrança


Katia Chiappini 
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terça-feira, 16 de junho de 2015

Onipresente



Onipresente

Se nem me vês
Nem me ouves
Porém, pensas em mim
Ou tenta esquecer-te

Saibas que estou presente

Mesmo, de modo distinto
À luz e ao ar; Sou presente . . .


Juliano Dornelles

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

À Ordem De São Bento

Busquei ao acaso
Uma luz que eu nem sabia
A dor em dia
Precisava ser cauterizada

Milagre além do pecado
Abre-se profundo.
Tudo é santo
Gera provérbios
Faz poesia

Tudo que digo
Faz ultra sentido
Onde vão dar esses passos?

Acima
           Abaixo                                 
                       Além
                                Ou 
                                      Acaso...

(Homenagem a Leminski)

Beatriz T. Balzan Barbisan

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Portas

Para cumprir a palavra 
De bater uma vez em cada porta
Abro uma a uma 
Até chover em minha horta

Pois ainda sou o primeiro
A declamar no terreiro
Versos em linhas tortas



Juliano Dornelles 

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